UnB na Esplanada (28M)

Ato na Esplanda do dia 28 de maio.

por Liliane Maria Macedo Machado, do CLG/UnB

Professores e alunos, em greve, da Universidade de Brasília, ocuparam, hoje, dia 28 de maio, no horário do almoço, os espaços externos, em frente aos ministérios do Planejamento e da Educação. Vestidos com camisetas que divulgavam o movimento, munidos de apitos e bandeiras, enfeitados de adesivos e, com disposição, apesar do sol abrasante e da seca que já faz curvar os ânimos dos habitantes da Capital Federal, os manifestantes pediram o fim do arrocho salarial da categoria e melhores condições de trabalho.

As palavras de ordem, tais como “Ô Mercadante, mas que vergonha, virou ministro e esqueceu a educação”, foram pronunciadas com veemência por professores, alunos e pelos membros do Comando Geral de Greve da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES –SN), que se encontra em Brasília, desde o último dia 17 de maio, data em que foi deflagrada, em todo o país, a paralisação da categoria.

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Quebra de acordo – O objetivo do protesto foi denunciar o descaso com que o governo Dilma Roussef e, antes dele, o de Luiz Inácio Lula da Silva, tem demonstrado para com os professores de Ensino Superior do país. O ápice do descontentamento ocorreu na última sexta-feira, dia 25 de maio, quando o Ministério do Planejamento desmarcou a reunião de grupo de trabalho que teria com a categoria no dia 28 de maio. Em uma circular lacônica, informou que a reunião estava desmarcada e que seria remarcada para um outro dia, sem precisar uma data possível.

Desde 2010, o ANDES- SN, representante majoritário da categoria, vem tentando negociar uma nova carreira salarial para os professores, entretanto, esbarra nas dificuldades impostas pelos representantes governamentais, que adiam, sucessivamente, o acordo e que não apresentam propostas que atendam às reivindicações dos docentes, tais como, novos níveis salariais e pisos diferenciados dos atuais, que elevariam os seus salários – o mais baixo, pasmem, de todos os servidores públicos federais do país. A data acordada ano passado entre os representantes do governo e o ANDES era o dia 31 de março. Com o adiamento, mais uma vez, a resolução do problema ficou sem perspectiva de solução.

O movimento cresce – Apesar da resposta negativa, o movimento de greve dos docentes das instituições federais cresce. Conta, até o dia de hoje, com a adesão de 49 instituições federais das 57 existentes em todo o país. Uma categoria que parecia adormecida ressurge com força. Importante observar que o movimento conta com a adesão maciça dos novos docentes aprovados nos últimos concursos promovidos pelo REUNI, programa que foi instaurado no governo Lula e que tinha como objetivo a expansão das vagas das universidades públicas federais em todo o pais bem como dos professores.

Muitos contavam que esses novos professores diriam não ao movimento grevista, entretanto, foram eles os primeiros a apoiá-lo, ao lado de tradicionais combatentes da defesa da universidade pública e gratuita do Brasil.

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